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Hospitais Públicos já podem se inscrever no projeto de qualificação da segurança dos serviços prestados a pacientes

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O objetivo é que haja redução no número de infecções relacionadas à assistência à saúde e evitar cerca de 8.500 acidentes adversos seguidos de morte por ano nas UTIs

Já estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Projeto Colaborativo “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”. Os hospitais que desejarem participar do processo seletivo poderão se cadastrar até o dia 17 de outubro no link disponibilizado no portal do Ministério da Saúde. O plano que será construído por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS) em parceria com o Institute for Healthcare Improvement tem como objetivo orientar os profissionais de saúde de 120 hospitais públicos quanto as melhores práticas para o cuidado da segurança do paciente nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Após o processo de cadastro, membros da pasta e dos Hospitais de Excelência farão visitas técnicas nos serviços para escolherem quais farão parte do processo. Após escolhas das 120 unidades, cada hospital assina um Termo de Adesão para início das atividades em 2018, incluindo capacitação e qualificação de profissionais de saúde.

A ação visa reduzir em 50% as infecções relacionadas à assistência à saúde no país, entre elas, infecção corrente sanguínea associada ao uso de Cateter Venoso Central (CVC); pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV); e a infecção do trato urinário (ITU). Com o novo projeto em execução pretende-se evitar cerca de 8.500 acidentes adversos seguidos de morte por ano nas UTIs dos hospitais participantes. A medida prevê também uma redução de R$ 1,2 bilhão de gastos com tempo de permanência do paciente nos leitos e com a utilização de insumos. O anúncio da iniciativa ocorreu nesta terça-feira, pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o 3º Fórum Latino-Americano de Qualidade e Segurança na Saúde, em São Paulo, junto com o presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Sidney Klajner.

“Estamos investindo em segurança do paciente. Esperamos salvar mais de 8 mil vidas, justamente, por evitar infecções hospitalares, evitar intercorrências de procedimentos com a cultura da segurança do paciente. Assim, evitaremos essas intercorrências, e consequentemente os seus efeitos, mortes e despesas a mais por reinternações. É importante que os hospitais tenham interesse em participar do projeto, para que se tome as medidas necessárias para que os procedimentos tenham eficácia, e isso requer melhoria de procedimentos, melhoria da qualificação das pessoas e eventualmente de equipamentos mais qualificados”, afirmou o ministro, Ricardo Barros.

O Projeto Colaborativo “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”, terá duração de três anos nos 120 hospitais que deverão ser selecionados pelo Ministério da Saúde. Essas unidades serão divididas em grupos coordenados pelos seis Hospitais de Excelência, são: Hospital Alemão Osvaldo Cruz (SP); Hospital Beneficência Portuguesa (SP); Hospital do Coração (SP); Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Hospital Sírio Libanês (SP) e o Hospital Moinhos de Vento (RS). O investimento total do projeto será de R$ 17 milhões em isenção fiscal.

SEGURANÇA DO PACIENTE - Em 2013, o Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Segurança do Paciente com o objetivo de prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos - incidentes que resultam em danos ao paciente, como quedas, administração incorreta de medicamentos e erros em procedimentos cirúrgicos nos serviços públicos e privados. Entre as principais ações do programa está a implantação de uma gestão de risco e os núcleos de segurança do paciente nos estabelecimentos, além de envolver pacientes e familiares nas ações e fomentar a inclusão do tema no ensino técnico, graduação e pós-graduação de saúde.

De 2015 A 2017, a pasta já realizou projetos de melhoria no segmento da segurança do paciente em 48 hospitais brasileiros. Já foram capacitados cinco mil profissionais na área hospitalar, pré-hospitalar e maternidades, além de fornecer apoio técnico a mais de 100 iniciativas pelo País. O Programa Nacional de Segurança do Paciente é implantado de acordo com a adesão de cada serviço.